quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O tempo de Clarice

Ela nunca deu muita importância para essa história toda que as pessoas grandes contam sobre a realidade e suas responsabilidades. Clarice vivia em seu próprio mundo; um mundo repleto de sonhos, doces e discos. Era o tempo congelado em um momento no qual ele jamais existiria.

Ela estava deitada sobre o piso de tabuão, com as mãos espalmadas no piso, sentindo o cheiro bom de lavanda que vinha dele e o frescor que o mesmo enviava para todo seu corpo. A voz de Ian Curtis adentrava seus ouvidos enquanto ela cantarolava o refrão de Love Will Tear Us Apart pensando no quão bobo aquilo era.
O amor jamais a partiria, somente a multiplicaria.
Clarice possuía as estrelas amarradas a cada pontinha de seus cílios; assim podia fazer com que sua poeira tornasse os sonhos em realidade.
Os sentimentos perderam-se entre uma solidão e outra; entre o vai e vem das carnes e a insensibilidade contida no ato de não importar-se com o seu próprio amor.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Duas semanas

Deixou-se embalar por as notas suaves que saíam do violino e do piano... E então adormeceu. Sem lágrimas desta vez.