segunda-feira, 4 de abril de 2011

O vazio tomou conta de nós outra vez, Alice, Clarice, Ariana, Autumn, Augustine, Cecília, Maria. Ou seja lá quem você for dessa vez.

terça-feira, 22 de março de 2011

A Senhora e o Medo.

Permita que eu me apresente, Senhora. Eu sou o medo. O seu medo. De sair por aí cantando, de falar que o ama, de voar, de altura, de arriscar. Puro, simples e negro; medo. Eu só vim aqui, Senhora, porque não 'tô mais dando conta do recado... É tanta coisa que você não faz e deixa pra mim que eu 'tô sobrecarregado, com medo do medo. Desde quando se tem medo de si mesmo?
Olha, que tal a gente fazer um trato? Você arrisca, voa, experimenta tudo que sempre quis mas deixou pra mim e eu tiro férias. Vou passar meus dias em alguma daquelas montanhas bem frias ou em uma praia ensolarada, tanto faz, mas você fica aqui; curtindo a coragem. Se você não gostar, eu volto. É só chamar. Eu sempre 'tô aqui, Senhora, dentro de você. Comigo você pode contar, porque eu posso até tirar um cochilo, umas férias, mas eu sempre volto.

Boa sorte com a coragem, Senhora. Eu te mando um postal dos alpes, mas sem pressão. Sem medo... Quem sabe nas próximas férias não é você que vai pra lá?

Pieces

E dentro dos teus olhos, desesperados e quebrados, eu posso ver nosso futuro.
As barreiras estão se quebrando, porém o amor não se permite entrar. Ainda é perigoso demais. Nós não podemos arriscar... Se mais alguma coisa se partir, correrá o risco de permanecer estilhaçada para sempre. Pode demorar, mas nós vamos juntar os pedaços.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O escuro da noite foi capaz de esconder as feridas, mas não de proteger seu coração.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O tempo de Clarice

Ela nunca deu muita importância para essa história toda que as pessoas grandes contam sobre a realidade e suas responsabilidades. Clarice vivia em seu próprio mundo; um mundo repleto de sonhos, doces e discos. Era o tempo congelado em um momento no qual ele jamais existiria.

Ela estava deitada sobre o piso de tabuão, com as mãos espalmadas no piso, sentindo o cheiro bom de lavanda que vinha dele e o frescor que o mesmo enviava para todo seu corpo. A voz de Ian Curtis adentrava seus ouvidos enquanto ela cantarolava o refrão de Love Will Tear Us Apart pensando no quão bobo aquilo era.
O amor jamais a partiria, somente a multiplicaria.
Clarice possuía as estrelas amarradas a cada pontinha de seus cílios; assim podia fazer com que sua poeira tornasse os sonhos em realidade.
Os sentimentos perderam-se entre uma solidão e outra; entre o vai e vem das carnes e a insensibilidade contida no ato de não importar-se com o seu próprio amor.